CAPÍTULO INTRODUTÓRIO - Base Conceitual do Sistema
Neste capítulo, abordaremos, de forma resumida, os conceitos básicos que orientam o Sistema e-SUS Atenção Primária à Saúde (e-SUS APS) e o funcionamento das ferramentas do sistema.
1. Estratégia e-SUS Atenção Primária à Saúde (APS)
O e-SUS APS é uma Estratégia da Secretaria de Atenção Primária (SAPS) para reestruturar as informações da Atenção Primária à Saúde (APS) em nível nacional. Esta ação está alinhada com a proposta mais geral de reestruturação dos Sistemas de Informação em Saúde (SIS) do Ministério da Saúde (MS), entendendo que a qualificação da gestão da informação é fundamental para ampliar a qualidade no atendimento à população.
A Estratégia e-SUS APS faz referência ao processo de informatização qualificada do Sistema Único de Saúde (SUS) em busca de um SUS eletrônico (e-SUS) e tem como objetivo concretizar um novo modelo de gestão de informação que apoie os municípios e os serviços de saúde na gestão efetiva da APS e na qualificação do cuidado dos usuários.
Esse modelo nacional de gestão da informação na Atenção Primária à Saúde (APS) é definido com base em diretrizes e requisitos essenciais que orientam e organizam o processo de reestruturação dos sistemas de informação em saúde. Nesse contexto, foi instituído o Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica (SISAB), por meio da Portaria GM/MS nº 1.412, de 10 de julho de 2013, e a Estratégia e-SUS APS para sua operacionalização. Posteriormente, a Portaria GM/MS nº 7.639, de 18 de julho de 2025, alterou a Portaria de Consolidação GM/MS nº 1, de 28 de setembro de 2017, instituindo o Sistema de Informação para a Atenção Primária à Saúde (Siaps).
O Siaps é fruto da atualização do SISAB, desenvolvida para atender à necessidade de modernização da infraestrutura tecnológica e aumentar a eficiência na gestão dos dados da APS, promovendo uma administração mais ágil e segura das informações em saúde.
A Estratégia e-SUS APS preconiza:
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Identificar e Individualizar o registro: registro individualizado das informações em saúde e identificado, por meio do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou Cartão Nacional de Saúde (CNS), para o acompanhamento dos atendimentos aos cidadãos;
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Integrar a informação por meio da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS): integrar a RNDS enviando dados em saúde, a partir de modelos de informações padronizados;
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Reduzir o retrabalho na coleta de dados: reduzir a necessidade de registrar informações similares em mais de um instrumento (fichas/sistemas) ao mesmo tempo;
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Informatizar as unidades: desenvolvimento de soluções tecnológicas que contemplem os processos de trabalho da APS, com recomendações de boas práticas e o estímulo à informatização dos serviços de saúde;
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Qualificar os dados em saúde: promover a qualificação da entrada dos dados em saúde por meio da padronização das terminologias e adoção de metodologias de registro clínico.
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Gestão do cuidado: introdução de novas tecnologias para otimizar o trabalho dos profissionais na perspectiva de realizar a gestão do cuidado;
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Coordenação do cuidado: otimizar o uso da informação na gestão e no cuidado em saúde na perspectiva de integração dos serviços de saúde.
A estratégia é composta por dois grandes SIS, um para o armazenamento dos dados e outro para a coleta de dados, sendo respectivamente:
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Siaps, sistema de informação nacional vigente para o processamento e a disseminação de dados e informações relacionadas a APS, com a finalidade de construção do conhecimento e tomada de decisão para as três esferas de gestão. Além disso, corrobora para fins de financiamento e de adesão aos programas e estratégias da Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), e
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Sistema e-SUS APS, composto por dois softwares e quatro aplicativos para coleta dos dados:
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Sistema com Coleta de Dados Simplificada (CDS), sistema de transição/contingência, que apoia o processo de coleta de dados por meio de fichas e um sistema de digitação;
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Sistema (Prontuário Eletrônico e-SUS APS), sistema com prontuário eletrônico (objeto deste manual), que tem como principal objetivo apoiar o processo de informatização das UBS.
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Aplicativo e-SUS Território (e-SUS Território), e-SUS Atividade Coletiva (e-SUS AC), e-SUS Vacinação e e-SUS Atenção Domicliar (e-SUS AD) aplicativos móveis e offline que auxiliam os profissionais na coleta de dados no território, na coleta de dados das atividades coletivas, na coleta de dados de vacinas aplicadas realizadas pela equipe fora da unidade básica de saúde e na coleta dos registros de atendimentos domiciliares e avaliações de elegibilidade e admissão, respectivamente. Há ainda o e-SUS Gestão que subsidia o gestor municipal e local com as informações das atividades realizadas pelas equipes
Para conhecer mais sobre os aplicativos consulte os Manuais destas aplicações. Para conhecer os conceitos e orientações de preenchimento das fichas, consulte o Manual do Sistema com Coleta de Dados Simplificada. Entretanto, sobre o sistema de digitação no CDS acesse o Capítulo 07 deste manual.
Durante a leitura deste manual, os softwares do Sistema e-SUS APS também são referidos como Sistema com CDS e Sistema com Prontuário Eletrônico e-SUS APS, respectivamente, ou ainda, simplesmente, CDS e Prontuário Eletrônico e-SUS APS.
Para mais informações sobre legislação, documentos e materiais de apoio sobre a Estratégia e-SUS APS, acesse a página do e-SUS APS.
2. Política de Controle de Versão do Sistema e-SUS APS
O desenvolvimento do Sistema e-SUS APS, considerando todos os softwares e aplicativos, está organizado em versões. A Política de Controle de Versões do Sistema e-SUS APS, conforme ilustra a Figura 1, utiliza um esquema clássico de versionamento de sistemas (major.minor.revision). Assim, alinhando-se ao tipo de implementação incluída no sistema, considerando três tipos de alterações a seguir:
a. o primeiro dígito para indicar novas funcionalidades (N); b. o segundo dígito para indicar manutenção evolutiva (E); e c. o último dígito para indicar apenas manutenção corretiva do sistema (C).
Figura 1 - Política de Controle de Versões do Sistema e-SUS APS

Fonte: SAPS/MS.
Essas regras de versionamento permitem que os administradores do sistema e-SUS APS nos municípios entendam melhor qual é o tipo de impacto que a substituição de uma versão poderá trazer aos seus usuários. O que se espera é que, ao passo de estar ciente do lançamento de uma versão, o gestor, em conjunto com o administrador do sistema, proceda da seguinte forma em relação à atualização do sistema em uso no município:
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Novas Funcionalidades (N): avaliar as novas funcionalidades, substituir a versão antiga do sistema e treinar os profissionais que estão utilizando o sistema, em especial os que podem fazer uso das novas funcionalidades;
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Manutenção Evolutiva (E): avaliar as alterações, substituir a versão antiga do sistema e alertar os profissionais das melhorias no sistema. Se perceber a necessidade treinar os usuários novamente;
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Manutenções Corretivas (C): proceder com a atualização urgentemente, a fim de manter o sistema seguro e com correções de pequenas falhas de desenvolvimento do sistema ou de alguma biblioteca;
Considerando esta política de controle de versão, para identificar uma versão do Sistema e-SUS APS é possível fazê-lo usando apenas o primeiro e o segundo dígito, por exemplo, Sistema e-SUS APS versão 4.2. O último dígito pode ser omitido, pois não identifica nenhuma funcionalidade ou manutenção evolutiva. O terceiro dígito é útil quando for necessário identificar alguma versão específica e para identificar uma versão do sistema em uma solicitação de suporte técnico.