- Orientações Gerais
- Requisitos de Infraestrutura
- Instalação, Configuração e Ativação
- Habilitações
Orientações gerais para instalação do e-SUS APS
Organização e definições necessárias para implantação do sistema
O capítulo do manual que aborda de forma geral as questões pertinentes ao processo de implantação do sistema e-SUS APS está disponibilizado em Capítulo 1 - Implantação do Sistema, abordando os seguintes assuntos:
- Visão geral da Estratégia e-SUS APS
- Avaliação do ambiente
- Arquitetura da instalação
- Modalidades de instalação
- Requisitos mínimos para a instalação
- Instalação e habilitação do sistema
Autenticação GOV.BR
Para iniciar o processo de instalação e configuração do e-SUS APS, a pessoa na gestão de saúde e o profissional responsável pela instalação precisam ter sua autenticação pessoal no serviço de Login Único GOV.BR, pois esta autenticação será indispensável em diferentes etapas do processo.

O GOV.BR é uma iniciativa do governo brasileiro, lançada em 2019, que busca centralizar e simplificar o acesso aos serviços públicos em ambiente digital. Com ela, introduziu-se a identidade digital do cidadão, em um sistema de acesso único, que facilita o uso de vários serviços públicos com uma única conta, enfatizando a segurança das informações e a privacidade dos usuários. A plataforma GOV.BR unifica serviços de diferentes sites do governo, permitindo que os cidadãos acessem informações e realizem procedimentos no meio digital, como a emissão de certidões e a consulta a benefícios sociais.
Caso os profissionais envolvidos no processo já possuam sua autenticação GOV.BR, seguir para a próxima etapa Acesso ao e-Gestor APS.
Como realizar o cadastro no GOV.BR
É um processo simples e rápido, que permite o acesso aos serviços públicos digitais diretamente do seu smartphone ou tablet.
O processo é transparente, seguro e não tem custos. Descrevemos as etapas para você realizar o cadastro através do seu dispositivo móvel, lembrando que o acesso via Portal segue passos similares:
Passo 1 - Baixar o aplicativo GOV.BR:
Comece o processo baixando o aplicativo GOV.BR através das lojas oficiais existentes no seu dispositivo.
Passo 2 - Criar sua conta e acessar:
Após o download, abra o aplicativo, clique em Entrar e insira seu CPF. Leia atentamente os termos de adesão e, em seguida, clique em Continuar.
Passo 3 - Escolher o método de cadastro:
O aplicativo oferece diferentes métodos de cadastro, como reconhecimento facial, cadastro de pessoa física (CPF), acesso via dados bancários (internet banking), entre outros.
Sempre que possível, utilize o reconhecimento facial (para ter conta Nível Ouro, que dará acesso pleno a todos os serviços oferecidos pelo GOV.BR). Para utilizar o reconhecimento facial, é necessário ter o cadastro de biometria facial no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou na carteira nacional de habilitação (CNH) ou então possuir a nova Carteira de Identidade Nacional.
Caso não seja possível realizar o reconhecimento facial, prefira o Acesso via internet banking de Bancos Parceiros (para ter conta Nível Prata).
Se, por qualquer motivo, não for possível criar sua conta no Nível Ouro ou Prata, você poderá responder um formulário que possibilita criar uma conta Nível Bronze.
A qualquer momento, dentro da sua área de login, você poderá aumentar o nível de segurança para Prata ou Ouro, seguindo as instruções da aplicação.
Com o cadastro GOV.BR criado, as pessoas envolvidas no processo estarão prontas para acessar os serviços do GOV.BR disponíveis para o seu Nível de usuário e também dar andamento à instalação e configuração do e-SUS APS, mesmo que em Nível Bronze.
Em caso de dúvidas sobre a conta GOV.BR, como criação de conta, níveis de segurança (Bronze, Prata e Ouro) ou recuperação de acesso, consulte as Perguntas Frequentes (FAQ) do GOV.BR.
Acesso ao e-Gestor APS
Para instalar o e-SUS APS na modalidade Produção, versão do sistema que deverá ser instalada para utilização das Unidades e Equipes de saúde no registro das suas atividades do cotidiano, é necessário criar perfis na plataforma e-Gestor APS que tenham autorização para executar o processo de instalação e gestão do sistema.
O e-Gestor APS é uma plataforma integrada que proporciona acesso aos diferentes sistemas de informação da APS, simplificando a gestão de dados pelas pessoas na gestão e profissionais de saúde. Além disso, oferece acesso a informações relevantes para a organização e o planejamento dos serviços de saúde.
A plataforma dispõe de dois tipos de acesso:
- Acesso Público: disponibiliza relatórios e dados abertos às pessoas na gestão, sem a necessidade de autenticação.
- Acesso Restrito: através do login GOV.BR, as pessoas na gestão da APS podem consultar e interagir com os sistemas específicos da Atenção Primária.
A criação dos perfis na plataforma e-Gestor APS segue uma hierarquia entre as pessoas na gestão, conforme apresentado na figura abaixo.

Fonte: Educa e-SUS APS (Trilha Profissionais de Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação - Curso Sistema e-SUS APS para profissionais TDIC)
Assim, o Gestor do Fundo Municipal de Saúde (FMS) é quem cadastra o Gestor da Atenção Básica na plataforma e-Gestor APS, que, por sua vez, cadastra o responsável pelo programa Siaps / Sisab, que, por fim, cadastra o responsável técnico pela instalação do e-SUS APS.
Vale ressaltar que os nomes dos perfis de acesso podem ser diferentes entre os sistemas, apesar de corresponderem às mesmas pessoas ou funções de gestão. Na figura abaixo, mostramos a correspondência para o Perfil Gestor Técnico utilizado no e-Gestor APS e como ele se equivale ao Perfil Administrador Municipal quando utilizado o Sistema e-SUS APS.

Fonte: Educa e-SUS APS (Trilha Profissionais de Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação - Curso Sistema e-SUS APS para profissionais TDIC)
Breve contexto sobre os perfis "Administrador da Instalação" e "Administrador Municipal"
Após a instalação e configuração inicial do e-SUS APS, é recomendado fazer um conjunto de configurações subsequentes. As tarefas cabem às pessoas com perfil de Administração da Instalação, uma pessoa por instalação do e-SUS APS, e à pessoa com perfil de Administração Municipal, uma pessoa para cada um dos municípios vinculados à instalação, tendo cada perfil de acesso um conjunto de permissões específicas.
O perfil de Administrador da Instalação do e-SUS APS é o de um gestor estratégico da infraestrutura de tecnologia, responsável por orquestrar desde as configurações fundamentais de acesso, conectividade e processamento, até a sustentação do ambiente a longo prazo. Na prática, esse profissional realiza o diagnóstico contínuo da arquitetura computacional para garantir que os servidores entreguem máxima performance, escalabilidade, segurança e alta disponibilidade operacional. Além de zelar pela integridade das informações através da aplicação de atualizações e da rigorosa auditoria de backups redundantes, é fundamental que esse administrador atue de forma proativa na elaboração de planos de recuperação de desastres e no monitoramento da instalação como um todo, garantindo assim a continuidade ininterrupta dos serviços de saúde mesmo em cenários de falhas críticas.
Com este perfil é possível acessar os seguintes módulos de sistema:
- CNES
- Configurações da Instalação
- Importação do Bolsa Família
- Integração
- Profissionais
- Relatórios
- Transmissão de dados
O perfil de Administrador Municipal do e-SUS APS é o de uma referência técnica estratégica e articuladora, sendo uma verdadeira ponte essencial entre as normativas do Ministério da Saúde e a ponta do atendimento, que atua como o principal multiplicador e facilitador do sistema nas Unidades e Equipes de saúde. Com um domínio aprofundado da plataforma e de suas atualizações, este profissional centraliza a gestão das configurações de negócio e o rigoroso controle de acesso dos usuários. Sua rotina exige a orquestração de integrações vitais, como a sincronização de dados do CNES via importação do XML, o cadastro de profissionais em tempo oportuno, a importação de beneficiários do Bolsa Família, o gerenciamento seguro da transmissão de dados ao nível federal, dentre outras importantes funções. Para consolidar essa atuação, é imprescindível que esse administrador também exerça a auditoria da qualidade da informação e a análise de inconsistências (rejeição de lotes no envio), garantindo não apenas a fidedignidade dos dados gerados na base local e enviados ao Centralizador Nacional/Siaps, mas também resguardando o financiamento da Atenção Primária do município.
Com este perfil, é possível acessar os seguintes módulos:
- Auditoria
- CBO
- CNES
- Importação do Bolsa Família
- Gestão municipal
- Importar cidadão
- Perfis
- Profissionais
- Transmissão de dados
- Unidades de saúde
Para mais detalhes sobre os perfis e módulos informados, acessar o Capítulo 3 "Administração e Configurações do Sistema" do manual do Prontuário Eletrônico e-SUS APS.
Referências
-
BRASIL. Acesso GOV.BR: perguntas frequentes (FAQ). Disponível em: https://acesso.gov.br/faq/. Acesso em: 29 out. 2026.
-
EDUCA E-SUS APS. Curso Sistema e-SUS APS para profissionais TDIC. Trilha Profissionais de Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação. Disponível em: https://educaesusaps.medicina.ufmg.br/. Acesso em: 29 out. 2026.
Requisitos de Infraestrutura para a instalação do e-SUS APS
Esta etapa trata do fornecimento da infraestrutura tecnológica necessária para sustentar o ambiente do e-SUS APS, seja em servidores próprios ou em soluções de computação em nuvem.
Nela, definem-se os requisitos fundamentais do sistema, tais como hardware, sistema operacional, banco de dados e outras parametrizações.
Sistema Operacional
O e-SUS APS foi criado para ser compatível com diversas plataformas, permitindo sua instalação em variados sistemas operacionais, incluindo distribuições Linux (software livre sem nenhum custo de licença ou de aquisição).
No momento, existem instaladores disponíveis especificamente para as seguintes plataformas, que funcionam apenas na arquitetura x64 (64 bits):
Linux

Distribuições e versões mínimas recomendadas (com atualizações ainda disponibilizadas pelo desenvolvedor):
- Ubuntu Server LTS (versão 22.04 ou superior)
- Debian (versão 12 ou superior)
- Red Hat Enterprise Linux (versão 8 ou superior)
- CentOS Stream (versão 10 ou superior)
O CentOS Linux tradicional foi descontinuado pelo desenvolvedor. O CentOS Stream é uma versão de desenvolvimento contínuo, que antecede as atualizações do Red Hat Enterprise Linux.
Microsoft Windows
Versões mínimas recomendadas (com suporte e atualizações disponibilizados pela Microsoft):
- Versão Server: 2019 ou superior
- Versão Desktop/Cliente: Windows 11 ou superior
Versões mínimas compatíveis com o instalador (não recomendadas):
- Versão Server: 2008 R2 ou superior
- Versão Desktop/Cliente: Windows 7 ou superior
Versões anteriores às mínimas recomendadas não recebem mais atualizações de segurança da Microsoft, ou deixarão de recebê-las em breve, e não são recomendadas. Utilize-as somente em caráter temporário, planejando a migração para uma versão com suporte.
Banco de dados
Por padrão, o e-SUS APS vem com o banco de dados PostgreSQL na versão 9.6 (mínima recomendada). Esse banco de dados é adequado tanto para instalações descentralizadas (servidores locais nas Unidades de Saúde) quanto para instalações centralizadas (única instalação no Município). Sendo um software livre, o PostgreSQL não envolve custos de licença ou de aquisição. Para obter mais detalhes sobre o PostgreSQL, clique aqui.
Também é possível utilizar o banco de dados Oracle, nas edições Oracle Standard Edition e Oracle Enterprise Edition, a partir da versão 12c Release 2 (12.2). Para mais informações, consulte a página oficial do Oracle Database.
O Oracle Express Edition (XE) é uma edição gratuita, porém com limitações de uso de recursos, como processamento, memória e volume de dados armazenados. Por isso, é indicada principalmente para ambientes de testes e homologação, e não para ambientes de produção. Caso seja utilizada, recomenda-se a versão 18c ou superior.
Especificações técnicas mínimas de hardware por acessos simultâneos
Instalações do e-SUS APS da modalidade "Prontuário"
Até 40 usuários simultâneos
| Ambiente | Servidor único para aplicação e banco de dados |
| Sistema Operacional | Ubuntu Server 64 bits ou Windows Server 64 bits |
| Memória RAM - Aplicação: | 8 GB - Barramento DDR4 - Mínimo 1.600MHz |
| Processador: | Quad Core 2.20 GHz - Pontuação mínima de 2.500 pontos no PassMark/CPUBenchmark |
| Disco: | 100 GB - Velocidade de escrita mínima 80 MB/seg / Velocidade de leitura mínima 350 MB/seg |
| Banco de Dados PostgreSQL: | Versão mínima: 9.6 |
| Banco de Dados Oracle: | Versão mínima: 12c Release 2 (12.2) |
Até 100 usuários simultâneos
| Ambiente | 2 servidores (aplicação e banco de dados) |
| Sistema Operacional | Linux ou Windows (versão Server) x64 |
| Memória RAM - Aplicação: | 8 GB - Barramento DDR4 - Mínimo 1.600MHz |
| Memória RAM - Banco de Dados: | 8 GB - Barramento DDR4 - Mínimo 1.600MHz |
| Processador: | Quad Core 2.20 GHz - Pontuação mínima de 5.000 pontos no PassMark/CPUBenchmark |
| Disco Aplicação: | 100 GB - Velocidade de escrita mínima 200 MB/seg / Velocidade de leitura mínima 350 MB/seg |
| Disco Banco de dados: | 120 GB - Velocidade de escrita mínima 700 MB/seg / Velocidade de leitura mínima 1.000 MB/seg |
| Banco de Dados PostgreSQL: | Versão mínima: 9.6 |
| Banco de Dados Oracle: | Versão mínima: 12c Release 2 (12.2) |
Até 1.000 usuários simultâneos
| Ambiente | 2 servidores (aplicação e banco de dados) |
| Sistema Operacional | Linux ou Windows (versão Server) x64 |
| Memória RAM - Aplicação: | 8 GB - Barramento DDR4 - Mínimo 1.600MHz |
| Memória RAM - Banco de Dados: | 16 GB - Barramento DDR4 - Mínimo 1.600MHz |
| Processador: | Octa Core 2.20 GHz - Pontuação mínima de 10.000 pontos no PassMark/CPUBenchmark |
| Disco Aplicação: | 100 GB - Velocidade de escrita mínima 400 MB/seg / Velocidade de leitura mínima 700 MB/seg |
| Disco Banco de dados: | 750 GB - Velocidade de escrita mínima 700 MB/seg / Velocidade de leitura mínima 1.000 MB/seg |
| Parametrização do PostgreSQL: | Utilizar PGConfig 2.0 |
| Banco de Dados PostgreSQL: | Versão mínima: 9.6 |
| Banco de Dados Oracle: | Versão mínima: 12c Release 2 (12.2) |
Até 2.500 usuários simultâneos
| Ambiente | 2 servidores (aplicação e banco de dados) |
| Sistema Operacional | Linux ou Windows (versão Server) x64 |
| Memória RAM - Aplicação: | 16 GB - Barramento DDR4 - Mínimo 1.600MHz |
| Memória RAM - Banco de Dados: | 16 GB - Barramento DDR4 - Mínimo 1.600MHz |
| Processador: | Octa Core 2.20 GHz - Pontuação mínima de 13.000 pontos no PassMark/CPUBenchmark |
| Disco Aplicação: | 100 GB - Velocidade de escrita mínima 700 MB/seg / Velocidade de leitura mínima 1.000 MB/seg |
| Disco Banco de dados: | 1 TB - Velocidade de escrita mínima 700 MB/seg / Velocidade de leitura mínima 1.000 MB/seg |
| Parametrização do PostgreSQL: | Utilizar PGConfig 2.0 |
| Parametrização JVM: | set "JAVA_OPTS=-Xms2048M -Xmx8192M -XX:MetaspaceSize=512M -XX:MaxMetaspaceSize=1024M -XX:ReservedCodeCacheSize=300M" |
| Banco de Dados PostgreSQL: | Versão mínima: 9.6 |
| Banco de Dados Oracle: | Versão mínima: 12c Release 2 (12.2) |
Até 4.000 usuários simultâneos
| Ambiente | 2 servidores (aplicação e banco de dados) |
| Sistema Operacional | Linux ou Windows (versão Server) x64 |
| Memória RAM - Aplicação: | 16 GB - Barramento DDR4 - Mínimo 2.133MHz |
| Memória RAM - Banco de Dados: | 32 GB - Barramento DDR4 - Mínimo 2.133MHz |
| Processador: | Octa Core 2.20 GHz - Pontuação mínima de 15.000 pontos no PassMark/CPUBenchmark |
| Disco Aplicação: | 100 GB - Velocidade de escrita mínima 700 MB/seg / Velocidade de leitura mínima 1.000 MB/seg |
| Disco Banco de dados: | 2 TB - Velocidade de escrita mínima 700 MB/seg / Velocidade de leitura mínima 1.000 MB/seg |
| Parametrização do PostgreSQL: | Utilizar PGConfig 2.0 |
| Parametrização JVM: | set "JAVA_OPTS=-Xms2048M -Xmx10240M -XX:MetaspaceSize=512M -XX:MaxMetaspaceSize=1024M -XX:ReservedCodeCacheSize=300M" |
| Banco de Dados PostgreSQL: | Versão mínima: 9.6 |
| Banco de Dados Oracle: | Versão mínima: 12c Release 2 (12.2) |
Para instalações com mais de 4.000 usuários simultâneos, solicite apoio pelo Canal de Suporte dos sistemas da Estratégia e-SUS APS.
Instalações do e-SUS APS da modalidade "Centralizadora"
Centralizadores Municipais
| Ambiente | 2 servidores (aplicação e banco de dados) |
| Sistema Operacional | Linux ou Windows (versão Server) x64 |
| Memória RAM - Aplicação: | 16 GB - Barramento DDR4 - Mínimo 2.133MHz |
| Memória RAM - Banco de dados: | 16 GB - Barramento DDR4 - Mínimo 2.133MHz |
| Processador: | Octa Core 2.20 GHz - Pontuação mínima de 13.000 pontos no PassMark/CPUBenchmark |
| Disco Aplicação: | 100 GB - Velocidade de escrita mínima 700 MB/seg / Velocidade de leitura mínima 1.000 MB/seg |
| Disco Banco de dados: | 1 TB - Velocidade de escrita mínima 700 MB/seg / Velocidade de leitura mínima 1.000 MB/seg |
| Parametrização do PostgreSQL: | Utilizar PGConfig 2.0 |
| Banco de Dados PostgreSQL: | Versão mínima: 9.6 |
| Banco de Dados Oracle: | Versão mínima: 12c Release 2 (12.2) |
Centralizadores Estaduais
| Ambiente | 2 servidores (aplicação e banco de dados) |
| Sistema Operacional | Linux ou Windows (versão Server) x64 |
| Memória RAM - Aplicação: | 16 GB - Barramento DDR4 - Mínimo 2.133MHz |
| Memória RAM - Banco de dados: | 32 GB - Barramento DDR4 - Mínimo 2.133MHz |
| Processador: | Octa Core 2.20 GHz - Pontuação mínima de 13.000 pontos no PassMark/CPUBenchmark |
| Disco Aplicação: | 100 GB - Velocidade de escrita mínima 700 MB/seg / Velocidade de leitura mínima 1.000 MB/seg |
| Disco Banco de dados: | 3 TB - Velocidade de escrita mínima 700 MB/seg / Velocidade de leitura mínima 1.000 MB/seg |
| Parametrização do PostgreSQL: | Utilizar PGConfig 2.0 |
| Banco de Dados PostgreSQL: | Versão mínima: 9.6 |
| Banco de Dados Oracle: | Versão mínima: 12c Release 2 (12.2) |
Tunar aplicação e banco de dados
Atenção: procedimento técnico avançado.
Os ajustes desta seção alteram arquivos de configuração da aplicação e do banco de dados do e-SUS APS. Valores incorretos ou erros de digitação podem impedir a inicialização do sistema ou prejudicar o desempenho de toda a instalação. Por isso:
- Realize estes procedimentos somente se você tiver conhecimento técnico em administração de servidores, Java e PostgreSQL.
- Antes de qualquer alteração, faça um backup completo do banco de dados e uma cópia dos arquivos que serão editados (standalone.bat e postgresql.conf), para que seja possível desfazer as mudanças.
- Execute os ajustes em horário sem uso do sistema, pois os serviços precisarão ser reiniciados e o e-SUS APS ficará indisponível por alguns minutos.
- Em caso de dúvidas, ou em cenários não descritos nesta seção, não realize as alterações e solicite apoio pelo Canal de Suporte dos sistemas da Estratégia e-SUS APS.
O ajuste fino (tuning) da memória da aplicação e do banco de dados é destinado principalmente a instalações grandes, que possuem tabelas com grandes quantidades de registros e muitos acessos simultâneos. Os valores indicados a seguir seguem as especificações técnicas mínimas por acessos simultâneos descritas nesta aba.
Parametrização da memória da JVM (aplicação)
O uso inadequado de configurações da JVM (Java Virtual Machine) pode trazer grandes transtornos a aplicações com grande quantidade de acessos e/ou requisições. Por isso, saber configurar o espaço em memória utilizado pela JVM é essencial para se ter um bom desempenho.
Antes de iniciar a configuração, é importante conhecer os principais espaços de memória utilizados pela JVM:
- Heap: armazena os objetos criados pela aplicação durante o seu funcionamento. O termo HeapSize refere-se à quantidade de memória alocada para esse espaço.
- Metaspace: armazena as classes, métodos, interfaces e atributos estáticos da aplicação, também conhecidos como metadados. No Java 8, versão utilizada pelo e-SUS APS, o Metaspace substituiu o antigo espaço Perm (Perm Gen), utilizando a memória nativa do servidor.
Em resumo, os parâmetros utilizados são:
| Parâmetro | Descrição |
| -Xms | Tamanho inicial do espaço alocado para o Heap. |
| -Xmx | Tamanho máximo do espaço alocado para o Heap. |
| -XX:MetaspaceSize | Tamanho inicial de referência do espaço alocado para o Metaspace. |
| -XX:MaxMetaspaceSize | Tamanho máximo do espaço alocado para o Metaspace. |
| -XX:ReservedCodeCacheSize | Tamanho do espaço reservado para o código compilado pela JVM (cache de código). |
Valores por cenário de instalação
| Cenário | Parametrização JVM |
| Até 40 usuários simultâneos | Manter as configurações padrão de memória. |
| Até 100 usuários simultâneos | Manter as configurações padrão de memória. |
| Até 1.000 usuários simultâneos | Manter as configurações padrão de memória. |
| Até 2.500 usuários simultâneos | set "JAVA_OPTS=-Xms2048M -Xmx8192M -XX:MetaspaceSize=512M -XX:MaxMetaspaceSize=1024M -XX:ReservedCodeCacheSize=300M" |
| Até 4.000 usuários simultâneos | set "JAVA_OPTS=-Xms2048M -Xmx10240M -XX:MetaspaceSize=512M -XX:MaxMetaspaceSize=1024M -XX:ReservedCodeCacheSize=300M" |
| Centralizadores Municipais e Estaduais | Manter as configurações padrão de memória. |
O valor máximo do Heap (-Xmx) deve ser sempre menor que a memória RAM total do servidor de aplicação, pois o sistema operacional e os demais serviços também precisam de memória. Respeite a memória RAM mínima indicada para cada cenário nas tabelas desta aba.
Passo a passo (Windows)
Passo 1 - No servidor de aplicação, abra o Bloco de notas como administrador (procure o Bloco de notas no menu Iniciar, clique com o botão direito e selecione Executar como administrador). Isso é necessário para conseguir salvar arquivos dentro da pasta Program Files.
Passo 2 - No Bloco de notas, acesse Arquivo > Abrir, navegue até o diretório padrão da instalação do e-SUS APS, altere o filtro para "Todos os arquivos (*.*)" e abra o arquivo standalone.bat:
C:\Program Files\e-SUS\webserver\
Passo 3 - Localize a linha que inicia com set "JAVA_OPTS= e substitua-a pela linha correspondente ao seu cenário de instalação, conforme a tabela acima. Altere somente esta linha do arquivo.
Passo 4 - Salve o arquivo.
Passo 5 - Reinicie o serviço do e-SUS APS: no menu Iniciar, procure por Serviços, localize o serviço do e-SUS APS, clique com o botão direito e selecione Reiniciar. Os novos parâmetros só serão utilizados pela aplicação a partir do momento em que o serviço for reiniciado.
Passo 6 - Aguarde a inicialização (pode levar alguns minutos) e confirme, pelo navegador, que o e-SUS APS está acessível normalmente. Caso o sistema não inicie, restaure a cópia do arquivo standalone.bat feita antes da alteração e reinicie novamente o serviço.
O diretório e o arquivo indicados acima correspondem à instalação padrão no Windows. Em instalações Linux, o diretório de instalação e o arquivo de inicialização da aplicação são diferentes, assim como a forma de declarar os parâmetros da JVM. Nesses casos, ou se não localizar o arquivo na sua instalação, solicite orientação pelo Canal de Suporte dos sistemas da Estratégia e-SUS APS antes de realizar qualquer alteração.
Tuning do PostgreSQL (banco de dados)
Uma forma de melhorar o desempenho do usuário em sua experiência com o e-SUS APS é tunando o PostgreSQL, ajuste destinado principalmente a instalações grandes, que possuem tabelas com grandes quantidades de registros e muitos acessos ao banco de dados.
O tuning do PostgreSQL é feito por meio de um arquivo do próprio banco chamado postgresql.conf, que contém diversos parâmetros de conexão, utilização de memória, cache, entre outros.
Localização do arquivo postgresql.conf
| Tipo de instalação | Diretório do arquivo postgresql.conf |
| Servidor único, Windows (instalação padrão) | C:\Program Files\e-SUS\database\postgresql-9.6.13-4-windows-x64\data\ |
| Dois servidores, Windows (PostgreSQL instalado manualmente) | Provavelmente C:\Program Files\PostgreSQL\VERSAO-DO-POSTGRESQL\data |
| Dois servidores, Linux (PostgreSQL instalado manualmente) | Provavelmente /etc/postgresql/VERSAO-DO-POSTGRESQL/main |
| Servidor único, Linux (instalação padrão) | O arquivo fica dentro da pasta de instalação do banco de dados do e-SUS APS. Para localizá-lo, execute no terminal: sudo find / -name postgresql.conf 2>/dev/null |
Valores por cenário de instalação
| Cenário | Parametrização do PostgreSQL |
| Até 40 usuários simultâneos | Manter as configurações padrão. |
| Até 100 usuários simultâneos | Manter as configurações padrão. |
| Até 1.000 usuários simultâneos | PGConfig 2.0 |
| Até 2.500 usuários simultâneos | PGConfig 2.0 |
| Até 4.000 usuários simultâneos | PGConfig 2.0 |
| Centralizadores Municipais e Estaduais | PGConfig 2.0 |
O PGConfig 2.0 é uma ferramenta online e gratuita que calcula os parâmetros recomendados para o PostgreSQL a partir das características do servidor de banco de dados. Para utilizá-la, informe, entre outros dados, a versão do PostgreSQL, o sistema operacional, a quantidade de memória RAM, a quantidade de processadores (CPUs) e o tipo de armazenamento do servidor de banco de dados. A ferramenta gera os parâmetros que deverão ser aplicados no arquivo postgresql.conf.
Utilize como base a memória RAM mínima indicada para o servidor de banco de dados no seu cenário (tabelas desta aba). Se o servidor possuir uma quantidade de memória RAM diferente, os parâmetros podem ser ajustados, se necessário, informando no PGConfig a memória RAM real do servidor.
Passo a passo
Passo 1 - Faça uma cópia de segurança do arquivo postgresql.conf (por exemplo, postgresql.conf.original), na mesma pasta.
Passo 2 - Abra o arquivo postgresql.conf com permissão de administrador:
- Windows: com o Bloco de notas executado como administrador, conforme indicado na parametrização da JVM.
- Linux: com o comando sudo nano CAMINHO-DO-ARQUIVO/postgresql.conf.
Passo 3 - Para cada parâmetro gerado pelo PGConfig, localize a linha correspondente no arquivo e altere o seu valor. Se a linha iniciar com o caractere #, retire-o para ativá-la. Caso o parâmetro não exista no arquivo, adicione-o ao final.
Se um mesmo parâmetro aparecer mais de uma vez no arquivo, o PostgreSQL considera apenas a última ocorrência. Evite duplicidades para não haver dúvidas sobre qual valor está em uso.
Passo 4 - Salve o arquivo.
Passo 5 - Reinicie o serviço do banco de dados para que todos os parâmetros sejam atualizados corretamente:
- Windows: no menu Iniciar, procure por Serviços, localize o serviço do PostgreSQL, clique com o botão direito e selecione Reiniciar.
- Linux: em instalações com o PostgreSQL instalado manualmente, utilize o comando sudo service postgresql restart. Na instalação padrão em servidor único, o banco de dados é gerenciado pelo serviço do e-SUS APS. Em caso de dúvida sobre qual serviço reiniciar, solicite apoio pelo canal de suporte.
Passo 6 - Confirme que o e-SUS APS está acessível e funcionando normalmente. Caso o banco de dados não inicie, restaure a cópia do arquivo postgresql.conf feita no Passo 1 e reinicie novamente o serviço.
Em caso de dúvidas sobre a localização dos arquivos, a reinicialização dos serviços ou os valores a serem aplicados, solicite apoio pelo Canal de Suporte dos sistemas da Estratégia e-SUS APS.
Referências
-
EDUCA E-SUS APS. Curso Sistema e-SUS APS para profissionais TDIC. Trilha Profissionais de Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação. Disponível em: https://educaesusaps.medicina.ufmg.br/. Acesso em: 29 out. 2026.
-
LABORATÓRIO BRIDGE (UFSC). Cenários de implantação do sistema Base de conhecimento e-SUS APS. Disponível em: https://esusaps.freshdesk.com/a/solutions/articles/48001215794?lang=pt-BR. Acesso em: 29 out. 2026.
-
LABORATÓRIO BRIDGE (UFSC). Como aumentar a utilização de memória da aplicação e tunar o PostgreSQL? Base de conhecimento e-SUS APS. Disponível em: https://esusaps.freshdesk.com/a/solutions/articles/48001198826?lang=pt-BR. Acesso em: 29 out. 2026.
-
PGCONFIG. PGConfig 2.0: PostgreSQL configuration tool. Disponível em: https://www.pgconfig.org/. Acesso em: 29 out. 2026.
Instalação, Configuração e Ativação da instalação do e-SUS APS
Antes de baixar os arquivos de instalação do e-SUS APS, certifique-se de que o(s) servidor(es) atende(m) aos requisitos do sistema. O cumprimento dessas especificações é indispensável para garantir o funcionamento correto da instalação.
Durante o processo de instalação, você deve escolher o tipo de instalação do sistema: Produção ou Treinamento.
Este manual explicará a instalação do tipo Produção, que é a versão do sistema que deverá ser instalada para registro das atividades de saúde e envio de dados ao Centralizador Nacional da Estratégia e-SUS APS.
O tipo Treinamento permite instalar o e-SUS APS para fins de ações educativas entre outras possibilidades, em qualquer ambiente, como por exemplo em instituições de ensino. Mais detalhes sobre a instalação do modo Treinamento neste tutorial: LINK.
Qualquer incidente ou dúvida em relação ao processo aqui explicado, abra um chamado no Canal de Suporte dos sistemas da Estratégia e-SUS APS.
Antes de proceder com a instalação do e-SUS APS, é necessário ter ciência de que o processo envolve uma série de etapas ordenadas que devem ser seguidas cuidadosamente. A sequência de ações demanda a participação de diferentes atores e sistemas, e requer a utilização de mecanismos de segurança, como chaves, tokens, contra-chaves, protocolos de segurança, entre outros.
Cada passo, desde a instalação até a configuração do e-SUS APS, é interdependente e deve ser executado na ordem correta.
Apresentaremos os passos detalhados para cada uma das etapas seguintes buscando facilitar o processo de instalação, ativação e configuração da instalação do e-SUS APS.
| Etapa | Descrição |
| Etapa 1 | O Administrador da Instalação verifica se o(s) servidor(es) atende(m) aos requisitos da aba Requisitos de Infraestrutura e se o servidor da aplicação possui o Java 8 64 bits instalado (comando java -version). Em seguida, faz o download do instalador do e-SUS APS no Portal do e-SUS APS, conforme o sistema operacional, e salva o arquivo no servidor da aplicação. |
| Etapa 2A | Somente para instalação em servidor único (até 40 usuários simultâneos): o Administrador da Instalação executa o instalador do e-SUS APS, em modo gráfico ou por console, e executa as seguintes ações: 1 - Escolhe o tipo de instalação Produção. 2 - Em Banco de dados, seleciona Não (o PostgreSQL será instalado junto com a aplicação). 3 - Define se habilitará o gerenciamento automático de certificado TLS/SSL (HTTPS). 4 - Clica em INSTALAR e, ao final, em FINALIZAR. |
| Etapa 2B | Somente para instalação em dois servidores (mais de 40 usuários simultâneos): o Administrador da Instalação executa as seguintes ações: 1 - No servidor de banco de dados, instala o PostgreSQL, cria a base esus com o comando createdb, libera o acesso do servidor da aplicação nos arquivos postgresql.conf e pg_hba.conf e reinicia o serviço do PostgreSQL. 2 - No servidor da aplicação, executa o instalador do e-SUS APS, em modo gráfico ou por console, e escolhe o tipo de instalação Produção. 3 - Em Banco de dados, seleciona Sim e informa a URL de conexão, o usuário e a senha do banco. 4 - Define se habilitará o gerenciamento automático de certificado TLS/SSL (HTTPS). 5 - Clica em INSTALAR e, ao final, em FINALIZAR. |
| Etapa 3 | O Administrador da Instalação acessa o e-SUS APS pelo navegador (http://localhost:8080, ou o domínio HTTPS configurado) e executa as seguintes ações: 1 - Informa o Nome da instalação e o Link da minha instalação (caso o domínio HTTPS não seja aceito, ajusta o arquivo hosts do servidor de aplicação, conforme o Passo 2.1). 2 - Cadastra seus dados como Administrador da Instalação e finaliza a configuração inicial. 3 - Faz login, aceita o termo de uso e seleciona o módulo inicial (sugestão: Configurações da instalação). 4 - Em Configurações da instalação, na aba Municípios e responsáveis, vincula o município ao responsável que será o Administrador Municipal e clica em SALVAR. |
| Etapa 4 | Pré-requisito: o Gestor da Atenção Básica deve ter cadastrado previamente o Administrador Municipal como Gestor do Programa Municipal ou Gestor Técnico do Siaps/Sisab. Parte 1 (Passos 1 a 5): o detentor do CNPJ do Fundo Municipal de Saúde (FMS) ou do Fundo Estadual de Saúde (FES) acessa a plataforma e-Gestor APS com o CNPJ e a senha do Fundo e executa as seguintes ações: 1 - Acessa a opção Instalação/Atualização PEC e-SUS APS e lê as regras do processo. 2 - Em Gestor, seleciona o Administrador Municipal; em Motivo, seleciona Nova instalação PEC e clica em Gerar Código. 3 - Na guia Códigos Gerados, copia o token e o repassa ao Administrador Municipal. Parte 2 (Passos 6 e 7): o Administrador Municipal acessa o e-Gestor APS com suas credenciais GOV.BR, seleciona o programa Siaps/Sisab e, no item Gerador de Contra Chave, informa o token recebido e clica em Liberar Acesso. |
| Etapa 5 | O Administrador Municipal acessa o e-SUS APS com o perfil de Administrador Municipal (se for o mesmo usuário do Administrador da Instalação, basta trocar o perfil de acesso) e executa as seguintes ações: 1 - Copia a chave da instalação exibida no Assistente de Ativação. 2 - Cola a chave no Gerador de Contra Chave do e-Gestor APS (etapa 4) e clica em eSUSAB para gerar a contra-chave. 3 - Copia a contra-chave, cola no e-SUS APS e clica em AVANÇAR. |
| Etapa 6 | No Assistente de Ativação, o Administrador Municipal configura, se necessário, a agenda padrão do município e a duração padrão do agendamento e clica em AVANÇAR. |
| Etapa 7 | O Administrador Municipal executa as seguintes ações: 1 - No e-Gestor APS, no programa Siaps/Sisab, acessa o item XML-ESUS-APS e baixa o arquivo pela opção Gerar Arquivo XML - V3.1. 2 - No e-SUS APS, importa o XML baixado, confere se o status da importação é Importado e clica em FINALIZAR. 3 - Seleciona o módulo inicial do perfil (sugestão: Gestão municipal) e clica em SALVAR. |
Etapa 1
Servidores
O e-SUS APS pode ser instalado em apenas um servidor (com aplicação e banco de dados juntos) ou em dois servidores (aplicação e banco de dados separados). Em ambos os casos, é altamente recomendável que os servidores sejam utilizados exclusivamente para o e-SUS APS. O uso dedicado do equipamento evita impactos no desempenho e garante a estabilidade do sistema.
De acordo com as orientações da aba Requisitos de Infraestrutura, a definição do modelo de instalação depende da quantidade de acessos simultâneos ao sistema.
Verificação da instalação e versão do Java
Valide se o servidor da aplicação possui o Java versão 8 64 bits instalado. A verificação pode ser confirmada no prompt de comando/console do Linux e Windows com o comando:
java -version

Caso o Java 8 não esteja instalado, ele pode ser obtido gratuitamente através do seu site oficial.
Download do instalador do e-SUS APS
Para realizar o download do sistema, acesse o Portal do e-SUS APS.

Em seguida, escolha a opção de download específica para o sistema operacional onde a aplicação será instalada.

Certifique-se de salvar o arquivo de instalação do e-SUS APS no computador que atuará como servidor de aplicação do sistema, seja por meio de download direto ou pela transferência do arquivo.
Etapa 2A
Instalação do e-SUS APS em um servidor único
Conforme indicado na aba Requisitos de Infraestrutura, esta instalação deve ser utilizada em servidores para até 40 usuários simultâneos.
No mesmo servidor serão instalados a aplicação do e-SUS APS e o banco de dados padrão PostgreSQL na sua versão 9.6.
Sistema operacional Linux ou Windows (modo gráfico)
Passo 1 - Execute o instalador do e-SUS APS

Clique em AVANÇAR.
Passo 2 - Escolha o tipo de instalação "Produção"

Clique em AVANÇAR.
Passo 3 - Banco de dados

Para realizar a primeira instalação do sistema, escolha a opção Não.
Observação: Se durante o processo de instalação for necessário restaurar um backup já existente do banco de dados do e-SUS APS (arquivo .backup), utilize a opção Restaurar um arquivo de backup do PEC e selecione o arquivo no seu diretório de origem.
Passo 4 - Gerenciamento automático de certificado TLS/SSL
Opção A - Marque a opção Não para ambientes onde não se deseja habilitar o acesso HTTPS padrão do e-SUS APS à instalação.
Opção B - Marque a opção Sim para ambientes onde se deseja habilitar o acesso HTTPS padrão do e-SUS APS à instalação, possuindo previamente domínio público já configurado e apontado para o IP público da instalação e portas 80 e 443 de entrada devidamente livres e liberadas tanto no firewall do servidor da aplicação quanto no roteador de borda (exemplo: esusaps.municipio.uf.gov.br).
Para mais detalhes sobre este processo, acesse o tutorial completo desta configuração aqui.
Selecionada a opção desejada, clique em AVANÇAR.

Passo 5 - Inicie a instalação

Clique em INSTALAR.
Passo 6 - Aguarde o processo de instalação

Passo 7 - Conclua o processo de instalação

Clique em FINALIZAR.
Sistema operacional Linux ou Windows (console / linha de comando)
Passo 1
Para iniciar a instalação, é necessário abrir o terminal (ou prompt de comando).
Passo 2
Localize o diretório/pasta onde está o arquivo de instalação do e-SUS APS.
O nome do arquivo inicia com eSUS-AB-PEC e varia de acordo com a versão a ser instalada e com o sistema operacional, finalizando com a extensão .jar.
Exemplo Linux: eSUS-AB-PEC-5.5.28-Linux64.jar
Exemplo Windows: eSUS-AB-PEC-5.5.28-Win64.jar
Passo 3
Opção A - Em ambientes onde não se deseja habilitar o acesso HTTPS padrão do e-SUS APS à instalação, execute o seguinte comando:
java -jar NOME-DO-ARQUIVO-DE-INSTALACAO.jar -console
Exemplo Linux:
java -jar eSUS-AB-PEC-5.5.28-Linux64.jar -console
Exemplo Windows:
java -jar eSUS-AB-PEC-5.5.28-Win64.jar -console
Opção B - Em ambientes onde se deseja habilitar o acesso HTTPS padrão do e-SUS APS à instalação, possuindo previamente domínio público já configurado e apontado para o IP público da instalação e portas 80 e 443 de entrada devidamente livres e liberadas tanto no firewall do servidor da aplicação quanto no roteador de borda (exemplo: esusaps.municipio.uf.gov.br), execute o seguinte comando:
java -jar eSUS-AB-PEC-VERSAO-SO64.jar -console -cert-domain=esusaps.municipio.uf.gov.br
Atenção ao realizar as substituições corretas na linha de comando:
▪ VERSAO = trocar pela versão de acordo com o arquivo de instalação (exemplo: 5.5.28)
▪ SO = sistema operacional da instalação (opções: "Win" ou "Linux")
▪ esusaps.municipio.uf.gov.br = informar o domínio de acesso ao e-SUS APS
Observação: Note que foi inserido um novo parâmetro -cert-domain=, porém, ainda é possível inserir o parâmetro -cert-port=, neste caso, para especificar a porta. Quando não informado, ele utilizará a porta 443 que é indicada como padrão.
Para mais detalhes sobre este processo, acesse o tutorial completo desta configuração aqui.
Opção extra:
Se durante o processo de uma nova instalação do e-SUS APS, sem banco de dados previamente instalado, for necessário restaurar um backup já existente do banco de dados do e-SUS APS (arquivo .backup), utilize o comando complementar abaixo:
-restore=CAMINHO-COMPLETO-DO-DIRETORIO-DO-ARQUIVO-DE-BACKUP/NOME-DO-ARQUIVO.backup
Passo 4
Ao final do processo de instalação será exibida a seguinte mensagem:
Instalação concluída. Pressione ENTER para continuar...
Etapa 2B
Instalação do e-SUS APS em dois servidores (aplicação e banco de dados separados)
Conforme indicado na aba Requisitos de Infraestrutura, esta forma de instalação é recomendada em ambientes que comportarão mais de 40 usuários simultâneos.
Nesses cenários, adota-se a desagregação de ambientes, separando a aplicação e o banco de dados em servidores distintos para garantir a escalabilidade, a estabilidade e o desempenho adequado do e-SUS APS.
Este processo pode ser realizado tanto em sistema operacional idêntico para aplicação e banco de dados, quanto em sistemas operacionais distintos para cada servidor (exemplo: Windows para aplicação e Linux para banco de dados, ou vice-versa).
Os procedimentos descritos neste manual têm como foco o PostgreSQL, banco de dados padrão homologado, gratuito e amplamente utilizado na implantação do e-SUS APS.
O sistema também suporta o uso do banco de dados Oracle, mas por se tratar de uma solução proprietária com custos de licenciamento e requisitos avançados de governança, sua adoção é recomendada estritamente quando a instituição dispõe de um Administrador de Banco de Dados (DBA) dedicado e de uma equipe técnica com capacitação especializada para a gestão e otimização deste banco de dados.
Instalação do banco de dados
Passo 1 - No servidor dedicado ao banco de dados, realize o download da distribuição do PostgreSQL oficial (LINK).
Embora a versão 9.6 seja atualmente utilizada por padrão no e-SUS APS, para instalações manuais do banco de dados, recomenda-se a utilização da versão mais atual do PostgreSQL, garantindo correções de segurança, otimizações e estabilidade a longo prazo.
Durante o processo de instalação, atente-se às seguintes diretrizes técnicas:
- Credenciais de Acesso: Defina e documente com segurança a senha do superusuário padrão (postgres). Evite senhas fracas ou padronizadas.
- Porta de Comunicação: A porta padrão de escuta do PostgreSQL é a 5432. Caso utilize uma porta customizada por motivos de segurança, certifique-se de registrar o parâmetro e liberar as regras correspondentes no firewall do sistema operacional.
- Parâmetros Iniciais: Anote o diretório de instalação e os caminhos dos arquivos de configuração (postgresql.conf e pg_hba.conf), que precisarão ser alterados posteriormente para suportar a conexão com o e-SUS APS.
Passo 2 - Criação do banco de dados
No terminal / console do sistema operacional, acesse a pasta bin da instalação do PostgreSQL.
No Linux, será algo como: /usr/lib/postgresql/VERSAO-DO-POSTGRESQL/bin.
No Windows, o caminho será algo como: C:\Program Files\PostgreSQL\VERSAO-DO-POSTGRESQL\bin.
Com os devidos privilégios, execute o comando abaixo para criar a base. Substitua "PORTA" pela porta informada na instalação.
createdb -h localhost -E UTF8 -T template0 -p PORTA -U postgres esus
Passo 3 - Liberação do acesso da aplicação do e-SUS APS ao banco de dados
Por padrão, o PostgreSQL aceita apenas conexões provenientes da própria máquina onde foi instalado (localhost).
Como a aplicação do e-SUS APS será executada em outro servidor, são necessárias algumas liberações de acesso para que o servidor de aplicação acesse o banco de dados criado.
Primeiro, edite o arquivo postgresql.conf.
No Linux, provavelmente estará em /etc/postgresql/VERSAO-DO-POSTGRESQL/main.
No Windows, ele provavelmente estará em C:\Program Files\PostgreSQL\VERSAO-DO-POSTGRESQL\data.
Encontre a linha abaixo:
listen_addresses = 'localhost'
Se houver um "#" no início da linha, retire este caractere para ativá-la.
Substitua "localhost" pelo caractere "*" e salve a alteração do arquivo, ficando a linha da seguinte forma:
listen_addresses = '*'
Observação: Se preferir, é possível listar especificamente o endereço IP das interfaces com as quais deseja que o PostgreSQL espere conexões (separando os valores por vírgula, dentro das aspas simples). Mais informações sobre esse campo podem ser encontradas aqui.
Agora, edite o arquivo pg_hba.conf, que se encontra nas mesmas pastas indicadas anteriormente.
Adicione ao final do texto uma linha no formato abaixo, substituindo os campos BASE, USUARIO e ENDERECO de acordo com as instruções a seguir.
host BASE USUARIO ENDERECO md5
BASE (as bases que poderão ser acessadas). Utilize esus para permitir acesso somente à base criada anteriormente para o e-SUS APS ou all para permitir acesso a qualquer base que venha a ser criada.
USUARIO (os usuários do PostgreSQL que poderão ser utilizados). Use postgres para permitir acesso somente ao usuário padrão ou all para quaisquer usuários que venham a ser criados.
ENDERECO (o IP do servidor de aplicação + máscara de sub-rede que libera apenas o IP informado). Exemplo: 10.1.1.113/32.
É fundamental evitar o uso de all neste campo, pois isso permitiria que qualquer estação com a senha pudesse se conectar, gerando uma brecha de segurança. É possível, por exemplo, permitir que apenas endereços específicos ou faixas de endereços tenham acesso. Exemplo: Se a rede local possui IPs no formato 10.1.1.X, usar o valor 10.1.1.0/24 nesse campo permitirá que apenas máquinas dessa rede tentem se conectar.
O valor md5 é o método de autenticação aceito para o banco de dados do e-SUS APS. Somente as máquinas cujos endereços foram liberados poderão realizar o acesso às bases listadas mediante a inserção da senha do usuário que estiver sendo utilizado. No caso da base do e-SUS APS, o usuário utilizado é o usuário padrão postgres e a senha é a que foi definida durante a instalação do PostgreSQL. Nunca utilizar aqui a opção trust, pois ela elimina a necessidade de senha para acesso ao banco de dados, outra grave brecha de segurança.
Mais informações sobre esse arquivo e exemplos válidos para cada campo podem ser encontrados aqui.
Por fim, reinicie o serviço do banco de dados no servidor:
- Linux: Digite no console o comando:
sudo service postgresql restart
- Windows: No menu Iniciar, procure por “Serviços”, abra o sistema, procure pelo serviço PostgreSQL, clique com o botão direito e selecione a opção “Reiniciar”.
Instalação da aplicação do e-SUS APS
Sistema operacional Linux ou Windows (modo gráfico)
Passo 1 - Execute o instalador do e-SUS APS

Clique em AVANÇAR.
Passo 2 - Escolha o tipo de instalação "Produção"

Clique em AVANÇAR.
Passo 3 - Banco de dados

Com o banco de dados instalado e acessível pela aplicação do e-SUS APS, tanto PostgreSQL quanto Oracle, escolha a opção Sim e outras configurações como a URL de conexão, Nome de usuário e Senha serão habilitadas para preenchimento.
URL de conexão:
Substituir IP pelo IP do servidor do banco de dados, PORTA pela porta configurada de acesso ao banco de dados e BANCO pelo nome do banco de dados existente.
- Banco de dados PostgreSQL: jdbc:postgresql://IP:PORTA/BANCO (Exemplo: jdbc:postgresql://10.1.1.10:5432/esus).
- Banco de dados Oracle: jdbc:oracle:thin:@IP:PORTA:BANCO (Exemplo: jdbc:oracle:thin:@10.1.1.10:1521:esus).
Nome de usuário: nome do superusuário do banco de dados (Exemplo: postgres).
Senha: senha do superusuário do banco de dados.
Preenchidas as informações conforme indicado, clique em AVANÇAR.
Passo 4 - Gerenciamento automático de certificado TLS/SSL
Opção A - Marque a opção Não para ambientes onde não se deseja habilitar o acesso HTTPS padrão do e-SUS APS à instalação.
Opção B - Marque a opção Sim para ambientes onde se deseja habilitar o acesso HTTPS padrão do e-SUS APS à instalação, possuindo previamente domínio público já configurado e apontado para o IP público da instalação e portas 80 e 443 de entrada devidamente livres e liberadas tanto no firewall do servidor da aplicação quanto no roteador de borda (exemplo: esusaps.municipio.uf.gov.br).
Para mais detalhes sobre este processo, acesse o tutorial completo desta configuração aqui.
Selecionada a opção desejada, clique em AVANÇAR.

Passo 5 - Inicie a instalação

Clique em INSTALAR.
Passo 6 - Aguarde o processo de instalação

Passo 7 - Conclua o processo de instalação

Clique em FINALIZAR.
Sistema operacional Linux ou Windows (console / linha de comando)
Passo 1
Para iniciar a instalação, é necessário abrir o terminal (ou prompt de comando).
Passo 2
Localize o diretório/pasta onde está o arquivo de instalação do e-SUS APS.
O nome do arquivo inicia com eSUS-AB-PEC e varia de acordo com a versão a ser instalada e com o sistema operacional, finalizando com a extensão .jar.
Exemplo Linux: eSUS-AB-PEC-5.5.28-Linux64.jar
Exemplo Windows: eSUS-AB-PEC-5.5.28-Win64.jar
Passo 3
Opção A - Em ambientes onde não se deseja habilitar o acesso HTTPS padrão do e-SUS APS à instalação, execute o seguinte comando:
Banco de dados PostgreSQL:
java -jar NOME-DO-ARQUIVO-DE-INSTALACAO.jar -console -url="jdbc:postgresql://IP:PORTA/BANCO" -username="SUPERUSUARIO" -password="SENHA"
Banco de dados Oracle:
java -jar NOME-DO-ARQUIVO-DE-INSTALACAO.jar -console -url="jdbc:oracle:thin:@IP:PORTA:BANCO" -username="SUPERUSUARIO" -password="SENHA"
Substituir:
- IP pelo IP do servidor do banco de dados.
- PORTA pela porta configurada de acesso ao banco de dados.
- BANCO pelo nome do banco de dados existente.
- SUPERUSUARIO nome do superusuário do banco de dados (Exemplo: postgres).
- SENHA senha do superusuário do banco de dados.
Opção B - Em ambientes onde se deseja habilitar o acesso HTTPS padrão do e-SUS APS à instalação, possuindo previamente domínio público já configurado e apontado para o IP público da instalação e portas 80 e 443 de entrada devidamente livres e liberadas tanto no firewall do servidor da aplicação quanto no roteador de borda (exemplo: esusaps.municipio.uf.gov.br), adicione ao fim do comando anterior o seguinte trecho:
-cert-domain=DOMINIO
Substituir:
DOMINIO pelo domínio de acesso ao servidor de aplicação do e-SUS APS (Exemplo: esusaps.municipio.uf.gov.br).
Observação: Ainda é possível inserir o parâmetro -cert-port=, neste caso, para especificar a porta de acesso à aplicação. Quando este parâmetro não é informado, a instalação utilizará a porta 443, que é indicada como padrão.
Para mais detalhes sobre este processo, acesse o tutorial completo desta configuração aqui.
Observação extra: Em servidores Linux, se o seguinte erro for apresentado nesta etapa:
Fim execução (0)Exception in thread "main" java.awt.AWTError: Assistive Technology not found: org.GNOME.Accessibility.AtkWrapper
O seguinte comando deve ser realizado para edição do arquivo accessibility.properties:
nano /etc/java-8-openjdk/accessibility.properties
Comente a seguinte linha, salve o arquivo e execute novamente a instalação:
#assistive_technologies=org.GNOME.Accessibility.AtkWrapper
Passo 4
Ao final do processo de instalação será exibida a seguinte mensagem:
Instalação concluída. Pressione ENTER para continuar...
Etapa 3
Configurações Iniciais da instalação do e-SUS APS
Após a instalação do e-SUS APS, daremos início ao processo de configuração inicial do sistema.
Passo 1 - Abra o navegador de internet e acesse o e-SUS APS:
- No próprio servidor de aplicação, para instalações sem o HTTPS configurado: http://localhost:8080
- No próprio servidor de aplicação, para instalações com o HTTPS configurado: https://localhost
- Externamente ao servidor de aplicação, para instalações sem o HTTPS configurado, via IP público: http://IP-PUBLICO:8080 (Exemplo: http://191.35.23.52:8080)
- Externamente ao servidor de aplicação, para instalações com HTTPS configurado: https://DOMINIO (Exemplo: https://esusaps.municipio.uf.gov.br)
Observação: Logo após a instalação, dependendo das configurações do ambiente, a inicialização da aplicação do e-SUS APS pode demorar alguns minutos. Aguarde a conclusão deste processo.

Passo 2 - Nomeie a instalação e preencha o campo "Link da minha instalação"
Exemplo para Nome da instalação: Município/UF
Link da minha instalação
- Instalações sem o HTTPS configurado: http://localhost:8080
- Instalações com HTTPS configurado: https://DOMINIO (Exemplo: https://esusaps.municipio.uf.gov.br)

Clique em AVANÇAR.
É muito comum que, por motivos de configuração de rede/provedor, em instalações com HTTPS configurado, não seja aceita a configuração do domínio da instalação, e o sistema apresente uma mensagem de erro no campo Link da minha instalação ao tentar avançar esta etapa. Nestes casos, apresentamos a solução no Passo 2.1.
Passo 2.1
Realize a alteração do arquivo hosts.
Windows:
No servidor de aplicação do e-SUS APS, procure o Bloco de notas no menu Iniciar, clique com o botão direito no ícone, e abra-o Executando como administrador.
No Bloco de notas, acesse Arquivo > Abrir, navegue até o diretório C:\Windows\System32\drivers\etc, altere o filtro para "Todos os arquivos (*.*)" e abra o arquivo hosts.
Linux:
No servidor de aplicação do e-SUS APS, abra o terminal/console e digite a seguinte linha de comando:
sudo nano /etc/hosts
Com o arquivo hosts localizado e aberto, no fim do conteúdo do arquivo, adicione a seguinte linha e salve as alterações:
127.0.0.1 esusaps.municipio.uf.gov.br
Substituir esusaps.municipio.uf.gov.br pelo domínio da instalação sem o https:// como prefixo.
No e-SUS APS, realize nova tentativa de avançar a etapa clicando em AVANÇAR.
Passo 3 - Cadastre o Administrador da Instalação (exemplo na imagem abaixo)
Observação: Somente são obrigatórios os campos com "*".

Clique em AVANÇAR.
Passo 4 - Conclua o processo de configuração inicial

Clique em FINALIZAR.
Passo 5 - Faça login com o usuário Administrador da Instalação criado

Passo 6 - Leia e aceite o termo de uso do sistema

Passo 7 - Selecione o módulo inicial do sistema (sugestão: Configurações da instalação)

Passo 8 - Em "Configurações da instalação", aba "Municípios e responsáveis", escolha o município e o responsável pelo município (Administrador Municipal), que pode ser o próprio Administrador da Instalação (exemplo abaixo).

Por fim, clique em SALVAR.
Etapa 4
Geração do token no e-Gestor APS para ativação da instalação do e-SUS APS
O Gestor da Atenção Básica do Município/Estado deve previamente adicionar o Administrador Municipal do e-SUS APS como Gestor do Programa Municipal ou Gestor Técnico do programa Siaps/Sisab.
Passo 1 - O detentor do CNPJ do Fundo Municipal de Saúde (FMS) ou Fundo Estadual de Saúde (FES) deverá acessar a plataforma e-Gestor APS e realizar a autenticação via CNPJ e senha:

Passo 2 - Na tela seguinte, clicar em Instalação/Atualização PEC e-SUS APS:

Passo 3 - Leia as regras do processo:

Passo 4 - Selecione no campo Gestor o responsável municipal/estadual pelo e-SUS APS, ou seja, o Administrador Municipal definido anteriormente, e o Motivo conforme a necessidade do momento, como por exemplo, Nova instalação PEC. Em seguida, clique em Gerar Código.

O sistema emitirá a mensagem Código de autenticação gerado com sucesso:

Passo 5 - Na guia Códigos Gerados, será possível visualizar o token que deverá ser repassado ao responsável municipal/estadual pelo e-SUS APS, ou seja, o Administrador Municipal:

Passo 6 - De posse do token gerado, o Administrador Municipal acessará o e-Gestor APS com suas credenciais GOV.BR, selecionará o programa Siaps / Sisab e posteriormente o item Gerador de Contra Chave:

Passo 7 - Em seguida, deverá inserir o token e clicar em Liberar Acesso:

Na tela seguinte, deve-se informar a chave de instalação, para então conseguir gerar a contra-chave para a instalação do e-SUS APS.
Etapa 5
Geração da contra-chave para ativação da instalação do e-SUS APS
Passo 1 - Acesse o e-SUS APS com o perfil de Administrador Municipal para realizar a ativação da instalação e conclusão do processo.
Se o Administrador Municipal foi configurado para o mesmo usuário do Administrador da Instalação, é possível acessar o perfil trocando o acesso do usuário.

Observação: Se o Administrador Municipal é um usuário diferente do Administrador da Instalação, o Administrador Municipal deve acessar o sistema para dar andamento ao processo.

Passo 2 - Copie a chave da instalação.

Passo 3 - Cole a chave no e-Gestor APS e clique em eSUSAB para gerar a contra-chave.

Passo 4 - Após a geração da contra-chave no e-Gestor APS, copie-a e cole-a no e-SUS APS.

Clique em AVANÇAR.
Etapa 6
Configuração da agenda padrão
Passo 1 - Em Configurar agenda padrão, é possível já configurar a agenda padrão do Município e a duração padrão do agendamento.

Passo 2 - Após realizar esta personalização (se necessário), clique em AVANÇAR.
Etapa 7
Download do XML no e-Gestor APS e importação na instalação do e-SUS APS
Passo 1 - O Administrador Municipal, com seu acesso ao programa Siaps / Sisab no e-Gestor APS, deve baixar o XML para a instalação do e-SUS APS no item XML-ESUS-APS:

Passo 2 - Selecione a opção Gerar Arquivo XML - V3.1, que contém a totalidade dos estabelecimentos do Município registrados no CNES com a natureza jurídica administração pública e com nível de atenção cadastrado, ou seja, diferente da opção única não se aplica na atividade ou nível de atenção do estabelecimento.
Recomenda-se a utilização deste arquivo para importação no e-SUS APS a partir da versão 5.1. A partir da versão 5.2.5, este arquivo habilita a criação de vínculo entre equipes da APS e eMulti no e-SUS APS.

Outras versões do XML estão disponíveis de acordo com a necessidade da instalação, tanto para versões anteriores do e-SUS APS quanto para instalações específicas não convencionais nos Municípios ou Estados, de acordo com a descrição de cada opção disponível.
Passo 3 - No e-SUS APS, importe o XML gerado via e-Gestor APS e verifique se a importação foi concluída com sucesso (status Importado). Em seguida, clique em FINALIZAR para concluir o processo de configuração inicial da instalação.

Passo 4 - Selecione o módulo inicial para o perfil de Administrador Municipal (sugestão: Gestão Municipal) e clique em SALVAR.

Para mais detalhes sobre os perfis de Administrador da Instalação, Administrador Municipal e suas configurações, acesse o Capítulo 3 - Administração e Configurações do Sistema.
Referências
-
EDUCA E-SUS APS. Curso Sistema e-SUS APS para profissionais TDIC. Trilha Profissionais de Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação. Disponível em: https://educaesusaps.medicina.ufmg.br/. Acesso em: 29 out. 2026.
-
LABORATÓRIO BRIDGE (UFSC). Como instalar o e-SUS APS em 2 servidores separados. Base de conhecimento e-SUS APS. Disponível em: https://esusaps.freshdesk.com/a/solutions/articles/48001205354?lang=pt-BR. Acesso em: 29 out. 2026.
-
LABORATÓRIO BRIDGE (UFSC). [LINUX] Instalação do e-SUS APS PEC. Base de conhecimento e-SUS APS. Disponível em: https://esusaps.freshdesk.com/a/solutions/articles/48001219294?lang=pt-BR. Acesso em: 29 out. 2026.
-
LABORATÓRIO BRIDGE (UFSC). [WINDOWS] Instalação do e-SUS APS PEC. Base de conhecimento e-SUS APS. Disponível em: https://esusaps.freshdesk.com/a/solutions/articles/48001219293?lang=pt-BR. Acesso em: 29 out. 2026.
Habilitações da instalação do e-SUS APS
Após a instalação, configuração e ativação, o e-SUS APS já pode ser utilizado no dia a dia das unidades e equipes. Porém, para que o sistema funcione em sua totalidade, algumas funcionalidades dependem de habilitações específicas na instalação. Sem elas, essas funcionalidades ficam indisponíveis.
A tabela abaixo relaciona cada funcionalidade às habilitações necessárias para o seu funcionamento:

Uma mesma funcionalidade pode depender de mais de uma habilitação. Por exemplo, a funcionalidade Prescrição e Atestado Digitais só funciona quando a instalação possui, ao mesmo tempo, HTTPS, SMTP e Assinatura Digital habilitados. Por isso, recomenda-se que a gestão planeje a realização de todas as habilitações, garantindo que os profissionais tenham acesso a todos os recursos do sistema.
As habilitações Certificado Digital e-Gestor APS, HTTPS e Login GOV.BR possuem manuais próprios, com o passo a passo completo, indicados em cada item abaixo. Já as habilitações SMTP e Assinatura Digital têm o passo a passo descrito nesta página.
Certificado Digital do e-Gestor APS
O Certificado Digital gerado no e-Gestor APS identifica a instalação do e-SUS APS de forma segura junto aos serviços do Ministério da Saúde. É ele que garante que a comunicação entre a instalação e esses serviços é confiável e autorizada.
Benefícios para a instalação:
- Permite a Integração CADSUS, para consulta, atualização e criação dos cadastros dos cidadãos na base nacional do Sistema de Cadastramento de Usuários do Sistema Único de Saúde (CADSUS);
- Permite a geração de autorizações para retirada de absorventes do Programa Dignidade Menstrual;
- Permite o Envio direto de registros à RNDS (Rede Nacional de Dados em Saúde), como os registros de vacinação, enviados no modelo de informação Registro de Imunobiológico Administrado (RIA). Assim, as informações de saúde do cidadão ficam disponíveis em tempo oportuno para outros pontos da rede;
- Permite o Acesso ao SUS Digital Profissional, que é uma interface destinada ao profissional de saúde para ter acesso ao histórico clínico do cidadão a partir das informações existentes na RNDS.
O passo a passo completo para gerar e instalar o certificado está disponível no manual Certificado Digital e-Gestor APS.
HTTPS
O HTTPS é o protocolo de comunicação segura entre o navegador e o servidor do e-SUS APS. Com ele, todas as informações trafegadas, como dados de login e informações clínicas dos cidadãos, são criptografadas, impedindo que sejam lidas ou alteradas por terceiros durante o envio.
Benefícios para a instalação:
- Protege os dados pessoais e de saúde trafegados pela rede, contribuindo para o cumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD);
- Permite o acesso à instalação por um endereço próprio (domínio), como https://esusaps.municipio.uf.gov.br;
- É pré-requisito para a Integração CADSUS, as Autorizações do Programa Dignidade Menstrual, a Videochamada, a Integração via Sistemas Externos, a Prescrição e Atestado Digitais e a Unificação de Bases.
O passo a passo completo para habilitar o HTTPS está disponível no manual HTTPS Automatizado.
Login GOV.BR
A habilitação do Login GOV.BR permite que os profissionais acessem o e-SUS APS utilizando a sua conta GOV.BR, a mesma identidade digital já utilizada em diversos serviços públicos.
Benefícios para a instalação:
- Aumenta a segurança no acesso ao sistema, pois a identidade do profissional é validada pela plataforma GOV.BR;
- Facilita o dia a dia dos profissionais, que passam a utilizar uma conta que já conhecem;
- É pré-requisito para a Integração CADSUS e para as Autorizações do Programa Dignidade Menstrual.
O passo a passo completo para habilitar o Login GOV.BR está disponível no manual Login GOV.BR.
SMTP
O SMTP (Simple Mail Transfer Protocol) é o protocolo utilizado para o envio de e-mails, e o servidor SMTP é o responsável por enviar os e-mails gerados pelo e-SUS APS. Ao configurar um servidor SMTP na instalação, o sistema passa a conseguir enviar e-mails de forma automática, tanto para os profissionais quanto para os cidadãos.
A habilitação do SMTP não se limita à recuperação de senha. Ela habilita todos os envios de e-mail da instalação, como, por exemplo:
- Recuperação de senha pelo próprio profissional, por meio da opção Esqueci minha senha na tela de login;
- Confirmação e cancelamento de agendamentos, enviados por e-mail ao cidadão;
- Prescrições e atestados digitais, enviados por e-mail ao cidadão, que pode acessá-los a qualquer momento (essa funcionalidade também depende do HTTPS e da Assinatura Digital).
A recuperação de senha por e-mail proporciona ao usuário maior autonomia no processo e, principalmente, segurança. Para a gestão, esta função traz agilidade e diminui a demanda diária de gerenciamento do sistema, como os pedidos de redefinição de senha.
O mais indicado é utilizar um servidor de e-mail próprio do ente (por exemplo, o servidor de e-mail institucional). O servidor próprio oferece maior controle sobre as contas e as configurações de segurança, identifica oficialmente o remetente das mensagens enviadas aos profissionais e cidadãos e não fica sujeito aos limites de envio de contas gratuitas. O uso de uma conta gratuita do Gmail, apresentado nesta página, deve ser considerado apenas como uma opção complementar, por exemplo, enquanto o ente não dispõe de um servidor próprio.
Recomendações
- Recomenda-se que o e-mail que será utilizado como endereço SMTP esteja com a autenticação de dois fatores (verificação em duas etapas) habilitada;
- O e-mail deve possuir uma senha segura, com letras, números e caracteres especiais, de preferência com no mínimo 16 caracteres.
Para que a mensagem de recuperação de senha seja enviada com sucesso, é necessário que os profissionais estejam com seus cadastros devidamente atualizados no e-SUS APS, contendo um e-mail pessoal, pois é neste endereço que o sistema encaminhará a mensagem. Da mesma forma, para que o cidadão receba os e-mails de agendamento, prescrições e atestados, o seu cadastro também precisa ter um e-mail válido.
Exemplo: configuração de uma conta gratuita do Gmail para envio de e-mails via SMTP
Caso o ente ainda não disponha de um servidor de e-mail próprio, apresentamos, como opção complementar, a parametrização gratuita que o Google proporciona por meio do Gmail.
Caso o ente já tenha um servidor SMTP (por exemplo, o servidor de e-mail institucional), pule para o item Parametrização do SMTP no e-SUS APS. Os dados de endereço do servidor, porta, login e senha devem ser solicitados ao responsável pelo servidor de e-mail.
Passo 1 - Crie uma conta no Gmail, por meio do link https://gmail.com/, ou utilize uma já existente.
Recomenda-se criar uma conta exclusiva para a instalação do e-SUS APS (exemplo: esusaps.municipio.uf@gmail.com) e não utilizar a conta pessoal de algum profissional. Assim, o envio de e-mails não é afetado caso esse profissional deixe a equipe.
Passo 2 - Acesse a sua Conta do Google, clicando na sua foto de perfil (canto superior direito do Gmail) e, em seguida, em Gerenciar sua Conta do Google. Também é possível acessar diretamente pelo link https://myaccount.google.com/.
Passo 3 - No menu lateral, selecione a opção Segurança e, em Como você faz login no Google, clique em Verificação em duas etapas. Siga as instruções na tela para ativá-la (normalmente, é solicitado um número de celular para o recebimento de códigos ou a confirmação pelo próprio celular).
Passo 4 - Após ativar a verificação em duas etapas, crie a senha específica que será utilizada pelo e-SUS APS (Senha de app):
- Acesse o link https://myaccount.google.com/apppasswords. Caso o Google solicite, faça login novamente;
- Informe um nome para identificar a senha (exemplo: e-SUS APS) e clique em Criar;
- O Google exibirá uma senha de 16 caracteres. Copie e guarde essa senha em local seguro, pois ela é exibida uma única vez e será utilizada no campo Senha da parametrização do SMTP no e-SUS APS.
Ao copiar a senha de app, ela pode aparecer separada em 4 blocos de 4 caracteres. Os espaços não fazem parte da senha: informe os 16 caracteres juntos.
- A opção Senhas de app só aparece para contas com a verificação em duas etapas ativada. Ela pode não estar disponível em contas configuradas apenas com chaves de segurança, contas com a Proteção Avançada ativada, ou contas institucionais (Google Workspace) em que o administrador tenha bloqueado esse recurso;
- Se a senha da Conta do Google for alterada, as senhas de app criadas são revogadas automaticamente. Nesse caso, será necessário criar uma nova senha de app e atualizá-la na parametrização do SMTP no e-SUS APS;
- Contas gratuitas do Gmail possuem um limite diário de envio de e-mails. Em instalações com grande volume de envios (por exemplo, muitos agendamentos, prescrições e atestados por dia), recomenda-se utilizar o servidor de e-mail institucional do ente.
Parametrização do SMTP no e-SUS APS
Passo 1 - Após as etapas anteriores, ou caso já possua um servidor SMTP, acesse o e-SUS APS com o perfil de Administrador da Instalação, entre no módulo Configuração da Instalação, na aba Servidores, e insira os dados nos campos do servidor de e-mail (SMTP), conforme exemplo abaixo:

Onde:
- No campo Endereço do servidor do e-mail (SMTP) deverá ser inserido o endereço SMTP do servidor de e-mail utilizado. Cada servidor de e-mail possui um endereço SMTP específico. Para o Gmail, utilize smtp.gmail.com;
- No campo Porta deverá ser inserida a porta do servidor SMTP. Para o Gmail, utilize 587;
- No campo Login deverá ser inserido o endereço de e-mail completo (exemplo: esusaps.municipio.uf@gmail.com). Caso deseje, marque a opção Usar como e-mail remetente para que esse mesmo endereço seja o remetente das mensagens enviadas pelo sistema;
- No campo Senha deverá ser inserida a senha do e-mail informado no login. Para o Gmail, utilize a senha de app de 16 caracteres gerada no Passo 4 do item anterior, e não a senha normal da conta.
Passo 2 - Com os dados preenchidos corretamente e os pré-requisitos atendidos, clique no botão Habilitar. Será exibida a mensagem de conexão bem sucedida, com a data e o horário do último teste de conexão realizado.
Caso a conexão não seja bem-sucedida, confira se o endereço do servidor, a porta, o login e a senha foram digitados corretamente (sem espaços) e se o servidor do e-SUS APS tem acesso à internet. Verifique também se o firewall da rede permite a saída de conexões pela porta informada (no caso do Gmail, a porta 587).
Passo 3 - Com o SMTP habilitado, a opção Esqueci minha senha passará a ser apresentada na tela de login do e-SUS APS:

Quando a opção Esqueci minha senha for acessada, o sistema irá solicitar ao usuário a inserção do seu login, que por padrão no e-SUS APS é o CPF do profissional. Após inseri-lo, o usuário deverá clicar no botão Recuperar senha.
Passo 4 - O profissional receberá um e-mail, no endereço informado em seu cadastro, contendo a opção Redefinir sua senha. Ao selecioná-la, o profissional será redirecionado para a tela de recuperação, onde será necessário informar uma nova senha contendo letras e números, com no mínimo 8 (oito) caracteres. Exemplo: Senha123.
Dependendo do servidor de e-mail utilizado pelo ente, as mensagens enviadas pelo e-SUS APS (recuperação de senha, agendamentos, prescrições e atestados) poderão ser recebidas na caixa de spam ou lixo eletrônico. Oriente os profissionais e cidadãos a verificarem essas pastas caso não encontrem a mensagem na caixa de entrada.
Assinatura Digital
A Assinatura Digital permite que o profissional de saúde assine de forma eletrônica os documentos emitidos durante o atendimento. A Lei nº 14.063/2020 classifica as assinaturas eletrônicas em três tipos: simples, avançada e qualificada, sendo a qualificada a de nível mais elevado de confiabilidade. No e-SUS APS, podem ser utilizadas a assinatura avançada (assinador do GOV.BR) ou a assinatura qualificada, que utiliza certificado digital ICP-Brasil (provedores disponíveis: SerproID, SafeID, BirdID, RemoteID, Vidaas e Serasa). Atualmente, a habilitação da Assinatura Digital permite:
- Prescrição digital de medicamentos de uso comum: o documento é enviado por e-mail ao cidadão, que pode acessá-lo a qualquer momento e utilizá-lo para obter os medicamentos em uma farmácia;
- Atestado digital: os atestados emitidos durante os atendimentos também podem ser assinados digitalmente e enviados ao cidadão por e-mail. Por exigência legal, o atestado em meio eletrônico só é válido com assinatura eletrônica qualificada, ou seja, não pode ser assinado pelo assinador GOV.BR.
Conforme a Lei nº 14.063/2020 (arts. 13 e 14), que também alterou o art. 35 da Lei nº 5.991/1973:
-
Receitas de medicamentos de uso comum em meio eletrônico são válidas com assinatura eletrônica avançada (como a do GOV.BR, nível Prata ou Ouro) ou qualificada (certificado digital ICP-Brasil);
-
Atestados médicos e receituários de medicamentos sujeitos a controle especial em meio eletrônico somente são válidos com assinatura eletrônica qualificada.
Para mais informações sobre os tipos de assinatura, consulte a página Saiba mais sobre a assinatura eletrônica, do Governo Digital.
Para a Prescrição Digital, o profissional da farmácia poderá fazer o download do documento da prescrição, validar a assinatura no validador do ITI (Instituto Nacional de Tecnologia da Informação) e registrar se houve fornecimento dos medicamentos da prescrição, podendo também verificar se já houve algum fornecimento registrado anteriormente.
Pré-requisitos para ativar a Assinatura Digital
Antes de realizar a solicitação de ativação, é necessário que a instalação possua as seguintes configurações:
- SMTP habilitado: para que as prescrições e os atestados digitais sejam enviados ao e-mail do cidadão, é necessário configurar um servidor SMTP nas configurações da instalação (ver item SMTP desta página);
- HTTPS habilitado: para que a comunicação do e-SUS APS com os serviços de prescrição digital e de assinatura ocorra com segurança, é necessário que a instalação utilize o protocolo HTTPS (ver item HTTPS desta página).
Solicitação de ativação da Assinatura Digital
Para ativar a integração com a Assinatura Digital, o Administrador da Instalação deve solicitar as credenciais de acesso e incluí-las nas configurações da instalação, seguindo os passos abaixo:
Passo 1 - Abra um chamado no Canal de Suporte do e-SUS APS, solicitando a ativação da Assinatura Digital. O chamado deve conter os seguintes dados:
- a. URL da instalação (link de acesso ao e-SUS APS);
- b. Número aproximado de profissionais que podem realizar prescrição digital;
- c. Número aproximado de atendimentos realizados por dia;
- d. Número aproximado de prescrições assinadas por dia.
Neste momento, a solicitação das credenciais para Assinatura Digital é feita somente por meio do Canal de Suporte do e-SUS APS.
Passo 2 - A partir dos dados encaminhados, serão geradas as credenciais (login e senha) para ativar a Assinatura Digital. Essas credenciais serão enviadas como resposta no próprio chamado de suporte.
Passo 3 - O Administrador da Instalação deverá incluir as credenciais recebidas nas configurações da instalação e clicar em Habilitar.

Pré-requisitos para gerar uma Prescrição Digital
- Com a Assinatura Digital ativada, a funcionalidade será apresentada aos profissionais ao encaminhar uma prescrição;
- Ao gerar uma Prescrição Digital, o profissional será encaminhado ao serviço de prescrição, onde deve selecionar um provedor para a assinatura do documento;
- Para assinar, é necessário que o profissional tenha um certificado digital cadastrado em um dos provedores listados ou uma conta GOV.BR com nível Prata ou Ouro.
Como a conta GOV.BR em nível Bronze não permite a assinatura, oriente previamente os profissionais que irão prescrever a elevarem o nível da sua conta para Prata ou Ouro. As orientações estão no item Como realizar o cadastro no GOV.BR, na aba Orientações Gerais. Para mais detalhes sobre a Prescrição Digital no e-SUS APS, consulte o Capítulo 6 - Atendimentos: Prescrição Digital.
Quando o serviço de Prescrição Digital realiza a assinatura do documento, além do selo de assinatura no rodapé, é incluído também um QR Code com o link que direciona para a tela de visualização da prescrição, juntamente com o código de acesso da prescrição.
Pré-requisitos para gerar um Atestado Digital
- Por exigência legal (Lei nº 14.063/2020, art. 13), o atestado em meio eletrônico somente é válido quando assinado com assinatura eletrônica qualificada;
- Para assinar, é obrigatório que o profissional possua conta em um dos provedores de assinatura qualificada disponíveis no e-SUS APS (SerproID, SafeID, BirdID, RemoteID, Vidaas ou Serasa), com certificado digital ICP-Brasil;
- A conta GOV.BR, mesmo em nível Prata ou Ouro, não pode ser utilizada para assinar atestados.
Oriente previamente os profissionais que irão emitir atestados digitais a providenciarem o seu certificado digital em um dos provedores de assinatura qualificada listados.
Referências
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BRASIL. Lei nº 14.063, de 23 de setembro de 2020. Dispõe sobre o uso de assinaturas eletrônicas em interações com entes públicos, em atos de pessoas jurídicas e em questões de saúde e sobre as licenças de softwares desenvolvidos por entes públicos; e altera a Lei nº 9.096, de 19 de setembro de 1995, a Lei nº 5.991, de 17 de dezembro de 1973, e a Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, ano 158, n. 184, p. 4, 24 set. 2020. Disponível em: https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/lei-n-14.063-de-23-de-setembro-de-2020-279185931. Acesso em: 3 nov. 2026.
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BRASIL. Governo Digital. Saiba mais sobre a assinatura eletrônica. Disponível em: https://www.gov.br/governodigital/pt-br/identidade/assinatura-eletronica/saiba-mais-sobre-a-assinatura-eletronica. Acesso em: 3 nov. 2026.
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GOOGLE. Fazer login com senhas de app. Ajuda da Conta do Google. Disponível em: https://support.google.com/accounts/answer/185833?hl=pt-BR. Acesso em: 3 nov. 2026.
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GOOGLE. Enviar e-mails de uma impressora, um scanner ou um app. Ajuda do Google Workspace. Disponível em: https://support.google.com/a/answer/176600?hl=pt-BR. Acesso em: 3 nov. 2026.
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GOOGLE. Limites de envio do Gmail. Ajuda do Gmail. Disponível em: https://support.google.com/mail/answer/22839?hl=pt-BR. Acesso em: 3 nov. 2026.
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LABORATÓRIO BRIDGE (UFSC). Ativação de restauração da senha por e-mail [SMTP]. Base de conhecimento e-SUS APS. Disponível em: https://esusaps.freshdesk.com/a/solutions/articles/48001219436?lang=pt-BR. Acesso em: 3 nov. 2026.
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LABORATÓRIO BRIDGE (UFSC). Como configurar a Assinatura Digital. Base de conhecimento e-SUS APS. Disponível em: https://esusaps.freshdesk.com/a/solutions/articles/48001242393?lang=pt-BR. Acesso em: 3 nov. 2026.